O Egito qualificou-se para os oitavos de final com uma vitória sobre a Austrália obtida no desempate por penáltis, após 1-1 nos 120 minutos, resultado que marca também o primeiro sucesso dos africanos em jogos a eliminar num Mundial de futebol.
Egito elimina Austrália e segue para os oitavos do Mundial
Em Arlington, os ‘faraós’ converteram as quatro grandes penalidades no desempate e beneficiaram dos pontapés falhados por dois centrais australianos, Harry Souttar e Lucas Herrington, para garantir os oitavos de final, após 120 minutos com pouca emoção, em que, ainda assim, estiveram a vencer, com um golo de Emam Ashour, aos 13, antes de sofrerem o empate num autogolo de Mohamed Hany, aos 55.
Derrotada pela Hungria (4-2) na única ocasião em que disputou os ‘oitavos’, em 1934, prova sem fase de grupos disputada em Itália, a formação norte-africana vai defrontar o vencedor do encontro de hoje entre Argentina e Cabo Verde, na terça-feira, em Atlanta.
O jogo até começou vivo, com Cristian Volpato a ameaçar a baliza adversária aos cinco minutos, num remate de longe que rasou a trave, antes de os egípcios se revelarem mais eficazes na primeira incursão à área australiana: Emam Ashour apareceu ao segundo poste para responder a um cruzamento de Karim Hafez com um cabeceamento indefensável.
A seleção às ordens de Hossam Hassan ameaçou dilatar a vantagem num remate de Marmoush, intercetado por Souttar, aos 16 minutos, conteve a reação dos ‘socceroos’, incapazes de qualquer ocasião até ao intervalo, e ameaçaram de novo a baliza de Patrick Beach nos primeiros instantes da segunda parte, noutra tentativa de Marmoush (46).
Mais forte do que os egípcios no jogo aéreo, a formação do hemisfério sul aproveitou esse fator para igualar o marcador, na sequência de um livre descaído para a esquerda, batido por Aiden O’Neill e desviado para o fundo da própria baliza por Mohamed Hany na tentativa de cortar.
A cautela das equipas nos minutos que se seguiram ditou um jogo marcado pelo equilíbrio até aos 90, altura em que o Egito arriscou e quase ganhou o jogo, num cabeceamento de Ramy Rabia, travado com uma palmada do guarda-redes australiano, aos 90+3.
Esse lance precedeu o domínio absoluto da seleção norte-africana no prolongamento, fase do encontro em que Mohamed Salah apareceu, a conduzir inúmeros ataques pelo corredor direito e a desperdiçar a única ocasião dessa meia hora, num remate por cima, aos 93.
Jogo no Estádio AT&T, em Arlington, nos Estados Unidos.
Austrália – Egito, 1-1 após prolongamento, 2-4 no desempate por grandes penalidades).
Ao intervalo: 0-1.
No final do tempo regulamentar: 1-1.
No final da primeira parte do prolongamento: 1-1.
Marcadores:
0-1, Emam Ashour, 13 minutos.
1-1, Mohamed Hany, 55 (própria baliza).
Marcadores no desempate por grandes penalidades:
0-0, Harry Souttar (por cima).
0-1, Mahmoud Saber.
1-1, Jackson Irvine.
1-2, Ramy Rabia.
2-2, Awer Mabil.
2-3, Mohamed Salah.
2-3, Lucas Herrington (à barra).
2-4, Hossam Abdelmaguid.
Equipas:
- Austrália: Patrick Beach (Mathew Ryan, 119), Alessandro Circati, Harry Souttar, Lucas Herrington, Aziz Behich, Jordan Bos (Kai Trewin, 46), Aiden O’Neill (Paul Okon-Engstler, 91), Jackson Irvine, Connor Metcalfe (Awer Mabil, 91), Cristian Volpato (Ajdin Hrustic, 74) e Nestory Irankunda (Mohamed Touré, 74).
Selecionador: Tony Popovic.
- Egito: Mostafa Shobeir, Mohamed Hany, Ramy Rabia, Yasser Ibrahim, Karim Hafez (Trézéguet, 80), Hamdy Fathy (Hossam Abdelmaguid, 67), Marwan Attia (Mahmoud Saber, 120+1), Emam Ashour, Mostafa Zico (Haissem Hassan, 67), Mohamed Salah e Omar Marmoush (Hamza Abdelkarim, 106).
Selecionador: Hossam Hassan.
Árbitro: Gustavo Tejera (Uruguai).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Haissem Hassan (104) e Yasser Ibrahim (120).
Assistência: 70.244 espectadores.